10 descobertas misteriosas envolvendo deuses antigos

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Os deuses antigos continuam nos fascinando, não só pelo que representam, mas pelo que revelam sobre as culturas do passado que acreditavam neles. Confira algumas das mais intrigantes descobertas dessas divindades ancestrais feitas recentemente:

10. Tel Burna

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No sítio arqueológico de Tel Burna, cientistas israelenses encontraram ossos de animais chamuscados e artefatos sacrificais, levando-os a creditarem o complexo de templos de 3.300 anos de idade a um culto.

O vasto local foi usado como centro religioso e doméstico. Como não há nenhuma placa com o nome do deus honrado, os especialistas estão apostando suas fichas no deus cananeu da tempestade, Baal, ou na deusa da guerra Anat. É mais provável que a comunidade florescente girasse em torno da adoração de Baal.

 

Os pesquisadores não sabem muito sobre a vida cotidiana do culto, mas alguns itens encontrados no sítio indicam que eles eram um povo que trocava tecnologia e influências culturais com outras civilizações, incluindo Egito e Chipre.

9. Binchester

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Um estudante de arqueologia encontrou uma cabeça de pedra de 1.800 anos de idade enquanto vasculhava o sítio arqueológico de Binchester, na Inglaterra. Feita de arenito, a cabeça intrigou os pesquisadores por sua aparência: uma mistura dos estilos clássico romano e romano-britânico.

A cabeça foi descoberta perto de outro artefato religioso, um altar romano desenterrado dois anos antes. Ambos os objetos poderiam ter sido parte do mesmo santuário. Parece que a divindade perdeu seus seguidores em torno do século IV dC.

A cabeça de 20 centímetros foi despejada e esquecida. Sua verdadeira história permanece tão perdida quanto o resto de seu corpo, mas os arqueólogos acreditam que é provável que representasse o deus romano-britânico da guerra Antenociticus.

8. Templo de Amenófis III

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No panteão egípcio, a deusa Sekhmet era a guarda-costas dos faraós. Ela era feroz e feminina ao mesmo tempo, sempre mostrada como uma mulher com uma cabeça de leão.

No Templo de Amenófis III, no passado o maior centro mortuário da região de Tebas, oito estátuas de Sekhmet foram descobertas. Feitas de granito preto, duas mostram a deusa felina de pé, sendo que nas demais ela está sentada em um trono. Apenas três estão parcialmente intactas.

O que resta das estátuas de Sekhmet em pé são torsos que guardam artefatos sagrados, como o cetro e a cruz ansata. As figuras sentadas também seguram a cruz ansata – o símbolo da vida – em sua mão direita.

Junto com essas estátuas, foi encontrada uma outra sem cabeça, que os arqueólogos determinaram ter sido uma vez de Amenófis III, o faraó do século XIII aC que levou o Egito ao auge de seu poder.

7. Misterioso deus na Turquia

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Um deus desconhecido tem desafiado a identificação. Descoberto em uma parede antiga na Turquia, ele não tem semelhantes. A figura, mostrada entre folhas, parece ser um híbrido complexo.

A história religiosa do sítio arqueológico de 2.000 anos é tão confusa e misturada quanto o deus mutante. Era inicialmente um edifício sagrado da Idade do Ferro, que foi posteriormente adaptado por adoradores de Júpiter Doliqueno, outro deus híbrido, mas conhecido. Durante a Idade Média, o lugar se transformou em um mosteiro cristão e o relevo com a figura do deus estranho foi selado em uma parede.

Quando foi redescoberto, os símbolos que cercam o deus aprofundaram seu anonimato. Dois deles têm associações com outros deuses – a roseta com o deus mesopotâmico Ishtar e a lua crescente com o deus lunar Sin. Sua barba denota influência romana, mas o design da cena é de alguma forma aparentado ao da Idade do Ferro.

A menos que outra imagem desse misterioso deus seja encontrada, junto com alguma informação tangível, seu nome nunca será conhecido.

6. Túmulo de Osíris

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Na década de 1880, o arqueólogo Philippe Virey tornou-se o primeiro a pôr os pés em um túmulo localizado em Luxor, no Egito. Embora tenha sido um achado impressionante, ninguém adivinhou a verdadeira razão por trás de sua construção.

Quando as escavações revelaram câmaras adicionais, a verdade apareceu: aquele era o túmulo do deus egípcio Osíris. Infelizmente, não havia cadáver sagrado, porque o sítio era meramente simbólico.

Apesar disso, seus construtores não economizaram em grandeza. Para honrar o juiz e governante do submundo, o túmulo de Osíris foi projetado como os da realeza egípcia. Há muitos eixos e câmaras, ricamente decorados, sendo que alguns ainda esperam para revelar o seu conteúdo. Há também um grande salão apoiado por cinco pilares com uma escadaria que conduz a um complexo com uma escultura de Osíris.

5. Afrodite de Nabateia

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Explorando a cidade antiga de Petra, arqueólogos encontraram duas estátuas belamente esculpidas em mármore. Ambas mostravam a deusa do amor Afrodite em boas condições, e uma até tinha um cupido minúsculo a seus pés.

As estátuas foram uma enorme surpresa. A escavação ocorreu em uma área que os pesquisadores pensavam ser uma casa de classe baixa, mas acabou sendo uma vila de luxo do primeiro século.

Os nabateus, a cultura que construiu a cidade de pedra, habitualmente incorporavam influências de outras nações. Quando os romanos invadiram Nabateia em 106 dC, os locais parecem ter adotado sua rainha dos corações.

As figuras ainda têm um pouco de sua pintura original e foram esculpidas no século II dC. Elas fornecem uma visão sobre como a ocupação romana influenciou a arte e talvez a adoração do antigo povo semítico.

4. Edifício do rei Ajwosaj

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Ladrões de túmulos perderam um grande tesouro quando cavaram debaixo de uma pirâmide na Guatemala. Não era um baú recheado de joias preciosas, mas um pedaço de pedra.

Medindo 8 por 2 metros, a elaborada escultura de parede é repleta de imagens de deuses maias e governantes deificados ocupados com uma cerimônia de coroação. Embora tenha sido criada há 2.000 anos, a arte está bem preservada e pigmentos vermelhos, azuis, amarelos e verdes ainda sobrevivem.

No fundo do raro relevo, uma inscrição indica que o edifício foi erguido pelo rei Ajwosaj, um líder famoso na história maia. A descoberta revela a extensão real do poder político e religioso do rei, e como ele afirmou ter restaurado os deuses ao seu devido lugar.

3. Fortaleza de Kurul

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Na Turquia, uma imponente estátua pesando 200 quilos foi encontrada nas ruínas de um forte. Conhecida como Cybele, a deusa-mãe de Anatólia, a estátua é mostrada como uma mulher grávida sentada em um trono.

Ao contrário de muitas estátuas antigas – e esta tem cerca de 2.100 anos -, Cybele está quase intacta. Sua presença indica que a fortaleza de Kurul foi um local de importância no passado, e provavelmente por isso sofreu um ataque romano particularmente brutal.

Durante o ataque, as paredes da entrada do forte cederam em cima de Cybele. Porém, em vez de esmagar a escultura, sepultaram-na em segurança até que a deusa foi redescoberta.

Ironicamente, Cybele está associada com paredes. Ela também é uma deidade da fertilidade conectada a montanhas e animais selvagens. A criação de mármore é a primeira estátua antiga na história da Turquia a ser descoberta em sua posição original.

2. Poggio Colla

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A cultura etrusca está perdida. Uma vez que eles escreviam principalmente em cera e linho perecíveis, pouco se sabe sobre eles. No entanto, uma escavação na Toscana italiana deu aos pesquisadores um apreciado insight.

Uma das inscrições mais antigas da língua extinta dos etruscos foi identificada em uma estela de arenito. Os peritos decifraram dois nomes – Uni, a deusa da fertilidade, e Tina, o deus principal da cultura.

O local do templo, Poggio Colla, possuía a arte mais antiga sobre nascimento da Europa. Agora que o nome de Uni apareceu por lá, é provável que um culto da fertilidade adorasse a deusa no sítio.

Aclamado como o melhor achado etrusco em anos, a estela de 225 quilos deve revelar novas palavras, bem como rituais religiosos e leis.

1. Senua de Hertfordshire

Estátua de Minerva

Quando um tesouro surgiu em um campo de Hertfordshire, na Inglaterra, logo ficou claro que continha oferendas de um templo a uma deusa altamente respeitada.

Placas de metais preciosos estavam entre as joias. Algumas carregavam mensagens, agradecendo à deusa por seus favores. Várias também carregavam os símbolos da deusa romana Minerva (coruja, lança e escudo), mas o seu nome não estava escrito em nenhum lugar.

Para ler melhor os escritos desbotados, as placas foram radiografadas. Um nome surgiu, mas chocantemente não era Minerva. Era o nome de uma deusa britânica inteiramente desconhecida, chamada Senua.

Na esperança de descobrir mais, os pesquisadores retornaram ao campo e encontraram uma delicada estatueta feita de prata. A figura feminina de 1.600 anos de idade foi identificada como Senua pela sua base desalojada, mas seu rosto permanece desconhecido. Estava faltando, juntamente com os seus braços. [Listverse]

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