Como o Humans of New York conseguiu arrecadar quase 4 milhões para combater o câncer infantil

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Famosa por contar as histórias de pessoas comuns que circulam por Nova Iorque, a página Humans of New York já conta com mais de 17 milhões de curtidas através do Facebook. Quem está à frente da iniciativa é o fotógrafo Brandon Stanton, que mostra como é possível usar o poder da fotografia e das redes sociais com uma boa causa. Ele acaba de arrecadar US$ 3,8 milhões para combater o câncer infantil.

Para isso, Brandou só precisou direcionar sua influência para a causa, contando a história das pessoas que passam pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Ao mesmo tempo, o fotógrafo criou uma campanha de crowdfunding através da plataforma IndieGoGo para arrecadar fundos para combater o câncer infantil.

Dois terços do dinheiro serão usados na realização de pesquisas, enquanto um terço irá para assistência social e psicológica dos pacientes e suas famílias. O sucesso da iniciativa foi imediato, contando com a participação de mais de 100 mil pessoas durante as 4 semanas em que o financiamento esteve aberto.

Essa não é a primeira vez que a página Humans of New York usa seu poder de influência por uma boa causa. No ano passado, o projeto realizou uma campanha de crowdfunding para que estudantes da escola pública Mott Hall Bridges pudessem conhecer Harvard. Os alunos aceitos na universidade também teriam sua graduação bancada com o dinheiro arrecadado, que totalizou impressionantes US$ 1,4 milhão.

Confira algumas das imagens e relatos publicados durante a campanha para ajudar o Memorial Sloan Kettering Cancer Center:

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“Eu era a única pessoa no mundo com esse tipo de tumor no cérebro. Todos que me conheciam estavam chocados! Suas cabeças explodiram! Eu passei por muitas coisas no ano passado. Mas posso dizer a você, se você tem câncer no cérebro, tente não se preocupar!”

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“A melhor coisa no mundo que pode acontecer para mim é dizer a um pai que o tumor de seu filho é benigno. Eu vivo por estes momentos. E a pior coisa que pode acontecer comigo é dizer a um pai que eu perdi seu filho.”

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“Nós sabemos qual massagista eles gostam e qual membro da família é mais provável que consiga persuadi-los a tomar o remédio. Essas crianças confiam em certas enfermeiras como se elas fossem de ouro.”

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“Nós lutamos com isso há 13 anos. Sterling tem um tumor cerebral no centro de seu cérebro, onde o nervo óptico cruza. Nossas vidas se concentram em evitar que o tumor cresça.”

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“Durante apenas um final de semana, eu descobri que minha filha de um ano era cega, tinha epilepsia e um tumor cerebral. Eu lembro que fui para a praia e uma tempestade estava chegando e eu só sentei à beira do oceano e lamentei. Eu gritei na chuva por uma hora.”

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“Tenho um colega que perdeu a esperança recentemente. Ele está trabalhando em um tumor cerebral conhecido como DIPG e nas últimas três décadas ele só teve resultados negativos. Dúzias e dúzias de tentativas frustradas. Nós não conseguíamos tocar o tumor porque ele está no centro do cérebro. Mas meu colega permaneceu otimista e nos encorajando. Mas ele finalmente perdeu a esperança.”

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“Eu tive câncer no verão quando as piscinas abriram. E eu realmente queria ir nadar, mas eu não podia deixar o hospital. Eu implorei para que ela não fosse nadar como eu eu. E ela não foi porque eu não podia.”

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“O médico disse que podia garantir três anos [de vida]. Eu fiquei assim: ‘Três anos. Merda.’ Minha maior preocupação é que eu vou morrer e não vou ter feito todas as coisas que queria. O engraçado é que eu não tinha sequer percebido quais coisas eu queria fazer antes do diagnóstico.”

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“Nós não suportamos ver uma criança sofrer. E quando temos nossos próprios filhos, isso torna o trabalho ainda mais difícil. Nós lidamos com isso de maneiras diferentes, mas todos choram em algum momento. Não na frente dos pacientes, mas todos choram.”

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“O sistema imunológico dela está tão frágil que, se ela ficar doente, isso pode matá-la. Então eu fico com medo o tempo inteiro. E esse medo tende a me deixar na defensiva. Eu posso perder a cabeça com meu marido e meus filhos. Eu sinto como se, quando eu gritasse, todos fossem ficar longe dela e ela ficaria bem.”

Todas as fotos © Humans of New York

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